Sábado, 31 de Outubro de 2009

Desilusões...


Desilusões, decepções e superficialidade..

Estou em processo digestivo... A fazer o quimo e o quilo!

Raios partam o outono! Vou escrever a carta ao Pai Natal, a ver se ele vem mais cedo...

Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Milagres sádicos






A cada passo somos confrontados com novas oportunidades que nos parecem acontecer no tempo e espaço errados... Milagres sádicos? Sei lá... confesso que eu ainda não sei! A mim parece-me que alguém se diverte imenso à nossa custa... Também não sei quem...


Hoje não sei grande coisa...

Escolhas


A vida é feita de escolhas. Quanto a isto, sou absolutamente intransigente. Quem escolhe comportamentos, também escolhe consequências... mesmo que não pense nas consequencias quando decide ter um determinado comportamento...

O lugar onde acabamos (quando o nosso dia chegar) é consequencia dos caminhos que fomos escolhendo. Mesmo que seja penoso, às vezes vale a pena pensar um pouco antes de arriscarmos um novo rumo ou uma nova estrada... Vale a pena recuar e ver o panorama - uma visão mais realista das coisas. Nem tudo é o que parece, nem sempre as pessoas são o que dizem ser! Arrisquemos claro! Mas prevenidos e munidos de alguns cross checks!

Quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Ai Jasus... O outono!


A chegada do Outono faz de mim um íman para uma série de problemas – cheguei a esta conclusão há uns anos atrás! Nunca me lembro disto, excepto quando eles começam a chover-me em cima... Quando me sinto atordoada e tento perceber o que raio está a acontecer, páro e penso: Ah... é verdade! É Outono! - Eu própria acho estranho mas a verdade, é que esta época do ano, me deixa sempre de rastos. Dizia um amigo que eu devia estar preparada para isto e que devia “pôr-me a jeito” para encarar o o mau tempo... Como se quando estivesse para apanhar pancada qualquer um de nós se fosse pôr a jeito! Então e o nosso sentido de auto-preservação?
Gostava, em épocas como esta de acreditar em deus ou de ter algo esotérico ou superior a que me agarrar de forma a aliviar um pouco a agonia... Mas nem a esse luxo eu me permito!
Tenho confiança de que um dia tudo fará sentido, mas não será por certo deus quem cuidará disso... Lembro-me muitas vezes daquela frase: “deus ajuda a quem se ajuda a si próprio” e isso faz para mim mais sentido. Da mesma forma, sinto dificuldade em “aceitar o destino” – prefiro pensar que sou eu que o faço, mesmo que isso não seja verdade...

Exageros

Vivo tudo muito intensamente: sejam problemas, ou alegrias... Acham que isso é bom? É mesmo muito mau! Porque raramente tenho quem me acompanhe nas demonstrações (exageradas – sem dúvida!) de alegria ou tristeza! Não há quem aguente ou tenha pedal! Resultado: sinto-me sempre devastada e muito sozinha . Azarito! Para mim claro - que sou a única a quem isto afecta! Felizmente para vocês, os que me aturam regularmente, passa-me tudo muito depressa...

Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Espaço - Também se PROCURA!

Ando a fazer um balanço da minha vida - tenho tipo tempo de folga! E concluí que para além do herói (que ainda procuro!) também preciso de espaço... Não espaço físico - que esse tenho eu de sobra. Preciso de tempo só para mim. De tempo para "eremitar" sem ser incomodada. Ao longo dos anos tenho-me debatido com problemas por causa disso... "Ai precisas de estar sozinha para quê? Tens algum problema e não me contas? Sentes-te mal? Estás doente? Não confias em mim?" E isto acontece invariavelmente sempre que tento explicar que preciso de estar sozinha...
Serei eu diferente dos outros? É que preciso MESMO de estar sozinha! Dei-me conta que certamente é por essa razão que me levanto todos os dias às 6h da manhã e saio a pé para comprar pão. Adoro o nascer do dia (o luscofusco!) - tudo parece pintado de fresco com cores mais vivas. Um dia novinho em folha, cheínho de oportunidades só para nós! Adoro o silêncio e quietude desses momentos - confortam-me. E sobretudo, gosto do facto de não ter gente a zurzir à minha volta, com perguntas, exclamações e declarações... Preciso de organizar ideias - de as desembrulhar e desatar para poder não tomar decisões que não sejam de impulso... Para variar.
Não que eu seja bicho de buraco - adoro estar com pessoas (apenas as que gosto - sou muito selectiva) mas tenho que ser eu a decidir que quero estar com elas...
Estou longe de casa uns tempos e dei-me conta que, apesar das saudades que sinto dos meus filhos, sabe-me estupidamente bem entrar no estúdio onde estou alojada, vestir o robe, apagar as luzes e deitar-me no sofá a ouvir música. Foi o que fiz ontem... e fiquei como nova!
Só não compreendo porque os outros não compreendem que eu tenho esta necessidade? Que hei-de eu fazer para a conseguir? Já pensei em mandar electrificar umas portas lá em casa, mas se calhar não será grande ideia... ou até é.... com pouca voltagem! :)

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Herói PROCURA-SE!


Quem me conhece sabe que sou uma pessoa naturalmente exuberante no que diz respeito a comportamento... Sou extremamente bem disposta apesar de, na verdade, não ter grandes motivos para boa disposição... Mas sou e pronto, "acabou a cumbersa"...

A questão é apesar de toda a "pica" que rege o meu dia-a-dia, a verdade é que estou a ficar cansada das pessoas... Sinto tanta falta dum herói, alguém a quem eu admire incondicionalmente... é que não tenho nenhum hoje em dia!

Estão oficialmente abertas as candidaturas para heróis ou no mínimo boas pessoas...

E tu? Olha que se não fosses boa pessoa, não estavas a ler esta treta...

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Alecrim


Não tenho jardim, mas gostava imenso de ter! Porque do que mais gosto é de meter as mãos na terra, nas ervas e sentir o cheirinho. Na impossibilidade de ter um jardim, dediquei-me às floreiras que de momento, é o mais parecido que consigo ter... está bonito o meu alecrim!

11 de Abril de 2009

Estava um dia ventoso, chuvoso e piroso. Mas a certa altura a chuva deu tréguas e limpou a paisagem. Estas são as vistas da varanda da minha humilde casinha. Não quis deixar de registar a beleza - que às vezes nos passa despercebida.




















Terça-feira, 31 de Março de 2009

Os meus queridos AMIGOS!


Sou uma criatura tremendamente desprendida de quase tudo, sendo o “quase” para mim sagrado!
Estava no outro dia na fila (interminável) de trânsito, sem nada que me distraísse e pus-me a divagar sobre os meus últimos dias - não os últimos dias de vida – os dias anteriores...
Ok, sintonizando: pensei na saúde do meu pai, as coisas pelas quais ele tem passado, o caminho que ainda tem que percorrer até se sentir melhor... e pensei num par de melgas que me acompanharam durante todos esses dias! Umas melgas que apesar de eu ter dito que não precisava de absolutamente nada, que estava muito bem disposta, e que tudo estava cor-de-rosa, ainda assim, me melgaram o tempo todo - até no banho, imaginem! Pessoas que me dão o seu tempo (mesmo quando é pouquíssimo!), me cedem a sua casa, que me apoiam de todas as formas possíveis e necessárias (mesmo quando eu debito uma série de decibéis de protesto...) que me confortam, que me aquecem o coração, e que têm um lugar para mim no seu coração.
São eles que me fazem levantar todos os dias pela matina e me dão forças para pôr os pés fora da cama e trabalhar (mesmo que hajam dias em que mais valia lá ficar, para o meu bem e do mundo).
E ocorreu-me que essas pessoas são de facto aquelas que para mim têm toda a importância do Mundo – mesmo muito mais que alguns membros próximos da minha família. Pessoas que me acompanharam, que me apoiaram e que partilham a sua vida comigo, ao longo de praticamente toda a minha existência, sem nunca me terem largado. Gabo-lhes a resistência! Dei-me conta que não imagino a minha vida sem eles. Que nunca me faltem!

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Dia da Mulher!

Nem me lembrava que era o Dia da Mulher... Para mim, deviam ser todos os dias. Por outro lado, não me parece justo, já que não existe um dia do homem. É que também os há com letra grande....
Mas eis que a minha querida filha (uma pequenita de 7 anos) me apareceu na sala com um tabuleiro com o meu lanche... Um verdadeiro primor! Mais tarde, foi à rua e apanhou-me um raminho de flores ao qual juntou um bilhetinho... Depois disto, como é possível não achar que tudo está no sítio certo e exactamente como deveria estar?









Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Ganda Malho...


Ainda a procissão vai no adro e já dei o malho do ano! Despenhei-me a uma velocidade superior à da luz!


Isto porque não estruturo bem as ideias e passo-as logo para a língua... magoando quem não merece!


Passou-me pela ideia cortar a língua, mas por esta ordem de ideias, já pouco mais me restaria para além dos ossos ...

Desculpa-me, sim? Sabes que não foi por mal - eu é que sou bronca!




Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Em conversa com um ex-colega inglês, ele diz-me a certa altura...

"Time is a great teacher, but unfortunately it kills all its pupils ... "

É uma criatura engraçada, que me surpreende sempre...

Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008

Ai e tal, e o camandro...

Nunca fui uma criatura paciente e hoje em dia sou cada vez menos...
Não tenho paciência para rodeios, meias palavras, expectativas, preâmbulos, perguntas atiradas ao ar sem direcção ...
Ai queres saber? Então pergunta-me. Aí, eu respondo.

Memórias

Nunca achei normal ter varrido do meu arquivo de memórias, épocas, situações e detalhes da minha vida que me marcaram profundamente e que alteraram por completo o meu rumo. Depois de alguma análise, percebi que as que me escapavam, eram sobretudo as memórias boas... as más ainda por cá andam ...
Li algures que o nosso cérebro guarda à mão de semear as experiências que contêm informação relevante e que nos permita guiar e traçar o nosso caminho futuro. Por outras palavras, o nosso GPS cerebral vai sendo alimentado com o mapa de experiências actuais e que nos impeçam de voltar a meter a pata na poça, cometendo os mesmos erros que nos provocaram dor em momentos anteriores da nossa vida... Inteligente como é o nosso cérebro, quer zelar e velar pela nossa felicidade.
As experiências que desencadearam em nós tsunamis emocionais, têm entrada directa para os lugares mais importantes do nosso arquivo interior. O mais engraçado é que também li que as memórias de carga negativa podem não ser absolutamente fiéis, e que inclusive podem mudar...
Ao contrário do que se pensava, vamos alterando as memórias, e de cada vez que revisitamos o nosso álbum pessoal reactualizamo-lo e olhamo-lo com novos olhos. À medida que crescemos e percebemos melhor o mundo, temos uma nova oportunidade de contextualizar as nossas experiências passadas e dar sentido mesmo às que nos magoaram.
Eu acho que à luz das memórias do passado, podemos muito bem visualizar o nosso futuro... Quer dizer, quanto mais nos formos arrumando por dentro, melhor.

Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008

Deficiências

Estou triste... Há já muito tempo. Por muitas e variadas coisas.
Sinto-me uma deficiente emocional, sem as vantagens do estacionamento...

Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

Sou uma boa pessoa

Claro que sou!

Não me orgulho de algumas das coisas que fiz na vida, é verdade. Mas fez tudo parte da aprendizagem que (garantidissimamente) cada um de nós tem que ter para assim se tornar o melhor de si, em vida. São os trilhos que vamos traçando. Já há muito deixei de me julgar - deixei de achar isso produtivo, e só me tornava mais infeliz. O que está feito, está feito.
A certa altura da vida devemos parar de olhar para trás e devemos começar a olhar para a frente. Eu acredito que tudo tem um propósito, e todas as coisas que já fizemos (ou não fizemos), serviram sem dúvida como lições (por vezes dolorosas) que aprendemos, mas foram e sempre serão (NUNCA DUVIDES DISSO!) necessárias e indispensáveis, para nos trazer AQUI! Cada pessoa tem o seu caminho, mas todos conduzem ao mesmo lugar donde nunca devíamos ter saído (ou devíamos, senão nada disto fazia grande sentido – mesmo assim, pfff.. é preciso ter fé).

Vida

Não é a vida que nos acontece. Nós é que acontecemos à vida.

Sonho meu

Há apenas uma única coisa que quero concretizar antes de morrer - Tornou-se já há muitos anos no meu sonho de vida. É uma coisa que eu esperava se dissipasse à medida que os anos foram passando, mas isso não aconteceu.


Há dias em que vivo bem com isso (com a falta dessa concretização), mas há outros em que não. Acho que existe uma certa inevitabilidade neste assunto e que não tenho como fugir - mais tarde ou mais cedo, acabará por acontecer.


Se por um lado, aguardo ansiosamente esse momento, por outro, tenho medo... e se eu por fim conseguir o que tanto quero, e essa "coisa" deixa de parecer tão atractiva, tão gratificante, e eu chegar à conclusão que a felicidade ainda não era aquilo, que o que realmente preciso é outra coisa, melhor sem dúvida, alguma coisa que inevitavelmente ainda não possuo, e essa sim me fará feliz?


Permito-me continuar a sonhar, que são os sonhos que me mantêm viva e a mexer...


Ah... Desculpem, mas não vou dizer qual é o meu sonho de vida... :) Mas podem sempre tentar adivinhar!


Quinta-feira, 16 de Outubro de 2008

Obstáculos

Estou farta da corrida de obstáculos em que se tornou a minha vida. Já sei que muitos dos obstáculos que nos surgem devem ser encarados como desafios que temos que vencer e compreender para podermos evoluir, para nos tornarmos pessoas melhores... blá, blá, blá... mas a verdade verdadinha, é que uma temporada só a passo (sem ter que andar em corridas e aos saltos) seria estupidamente bem-vinda.
Disse-me alguém (a quem eu até considero bastante), que se um obstáculo nos surge, é por que de certa forma estamos preparados para o enfrentar, e tentar evitá-lo, só vai fazer com que ele nos surja novamente mais à frente, vez após vez, até finalmente nos decidirmos a encará-lo. Parece que é verdade afinal... Às vezes bem que tento ignorar, contornar, fazer de conta que não vejo, mas eis que surge sempre alguma coisa que faz com que tenha que encarar... e só andei a perder tempo entretanto.
Mas de uma forma estranha, parece que a lição decorrente da superação desses obstáculos nos mantém aprisionados no estado de evolução presente até que nos decidamos a compreende-las. Podemos fugir, mas não nos podemos esconder.
Será que os que os maiores obstáculos são resultado da nossa própria perspectiva da vida, e se nos mudarmos por dentro, a vida também mudará por fora? Será que é o nosso olhar sobre a vida que tem que mudar, para podermos ser mais lúcidos? A forma como vemos a vida, é a forma como a vida se torna. O que é certo, é que dá muito mais trabalho mudar todo o mundo, do que nos mudarmos a nós, e o resultado é o mais ou menos o mesmo.